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Por que pessoas boas votam no PT? Por que você, minha amiga querida, apoiou Lula?

Por Jocelaine Santos A maioria dos eleitores brasileiros acha que o país vai muito bem, que o governo está fazendo um bom trabalho e que Lula merece mais quatro anos de poder. Tudo isso apesar de o país não ter dinheiro para pagar as próprias contas a partir de 2027; apesar de apenas 10% da população ser considerada plenamente alfabetizada e saber interpretar textos complexos. Tudo isso apesar de as ruas estarem cada vez mais tomadas pela miséria e a violência; o poder de compra cada vez menor; tudo isso apesar de que o Brasil terá a maior taxa de impostos do mundo a partir do ano que vem e que 75% da população têm dívidas de risco; tudo isso apesar de 20% de todos os brasileiros viverem à custa de esmolas – em alguns estados, mais de 50% da população é dependente do Estado. Tudo isso apesar de o governo ser sustentado por um Judiciário altamente politizado, que já nem tenta esconder que pouco se importa com as garantias constitucionais ou com o devido processo legal e que, agora, ...

Lula promete quatro anos de vingança e censura

Editorial da Gazeta do Povo Impulsionado pela conquista de uma virada inédita e certo de que já está na história como o presidente brasileiro a passar mais tempo no poder pela via eleitoral (já que os 18 anos de Getúlio Vargas incluem o período ditatorial), Lula não economizou em seu primeiro pronunciamento após a confirmação de sua vitória, na noite de domingo. O petista, que venceu Flávio Bolsonaro por 3,6 pontos porcentuais de vantagem entre os votos válidos, até acenou para uma conciliação que certamente ele não pretende praticar, mas logo anunciou que vem aí mais censura contra as mídias sociais, transformadas no grande vilão do processo eleitoral recentemente encerrado. “Não tenho mais adversário. Tenho de governar para 215 milhões”, disse Lula, como se realmente estivesse disposto a isso. Falamos do presidente que deu início à nefasta cultura do “nós contra eles”, que esgarçou o tecido social brasileiro até não poder mais, atiçando todo tipo de ressentimento: socioeconômico, r...

Lula como espelho do brasileiro

Por João Eigen Algo incontestável deve ser dito sobre Luiz Inácio Lula da Silva: ele não é apenas um político normal numa democracia, porque algo em sua pessoa encarna profundamente um aspecto sombrio do brasileiro que nenhum outro político desde 1988 conseguiu recriar. Luiz Inácio é sui generis, e só Getúlio o supera historicamente como político brasileiro - isso não é mérito moral nenhum. É como se Luiz Inácio fosse um "tipo ideal platônico" ambulante que serve de espelho quando se pensa no lado ruim do Brasil e do brasileiro. Como explicar que um confesso mentiroso contumaz consiga cinicamente mentir não uma, nem duas, nem três, nem quatro, nem cinco, mas SEIS vezes em eleições e sair vencedor ininterrupto de quatro, numa era cheia de fact-checking, IAs e internet? Como explicar que o líder do partido mais corrupto da história brasileira não apenas se safe por aí dizendo que "não sabia de nada", mas ativamente promova a candidatura de corruptos condenados como Jo...

Pense em si e em sua família

Autor desconhecido   Essa é uma postagem difícil, mas cansei de me iludir. No tempo em que estou aqui, até fiz uma ou outra leitura decente de cenário, mas a verdade é que acreditar no Brasil se tornou uma questão de fé, e como sabemos, não há objetividade na fé.   Vi todas as eleições de Lula, as duas da Dilma e a anomalia sistêmica que foi a vitória de Bolsonaro.   Gente, acabou. Não é alarmismo. Não significa que todo mundo vai comer cachorro e que suas casas serão confiscadas, não é isso, mas o sonho do "Brasil melhor" não foi apenas adiado por mais 4 anos. A verdade é que nós demoramos muito para reconhecer. Admito que aqueles que foram embora quando houve o Dilma 2, são os mais certeiros e visionários. Minha esposa queria ter ido, eu a convenci a ficar.   Nós não vamos para frente, muito pelo contrário. O que se dará agora é a continuidade do que começou em 2003. Enquanto o mundo avança, nós ficaremos só olhando (enquanto for permitido). Veremos...

Debate entre Flávio e Lula: dois símios jogando excrementos um no outro

Em meio à névoa excrementícia que a todos envolva, pôde-se entrever que, com Lula, insistiremos no mesmo erro; com Flávio, mudaremos de erro Por Mário Sabino O debate entre Flávio Bolsonaro e Lula, promovido pela Band, foi o ponto mais baixo e previsível não somente de uma campanha de nível abissal, mas de uma evolução de matriz darwiniana. Evolução reversa. Desde o advento da Nova República, a democracia brasileira vem selecionando os piores para o exercício da atividade política — no caráter, nas ideias, no preparo intelectual, na expressão verbal, nos horizontes para além das fronteiras da mediocridade. A única exceção espantosa, que sublinha ainda mais o desastre geral, ficou a cargo de FHC e de uma dezena de nomes que compunham o seu séquito. A esquerda, sempre na vanguarda do atraso, selecionou o seu pior logo no início: Lula. A direita, por sua vez, demorou quase três décadas a mais para fazê-lo, e eis aí os Bolsonaro. É o que temos para hoje; é o que teremos para amanhã, e o co...

Pobres...

Pobres de nós, brasileiros, que deixamos nosso destino nas mãos de populistas demagogos, arrivistas ignorantes e bandidos da pior espécie. Será que não poderíamos ter produzido nada de melhor? Há alguns anos, lá pelos idos da década passada, ainda havia certa esperança. As pessoas foram às ruas, puseram suas reinvindicações à mesa. Ainda havia a crença de que a política, de que o sistema político inaugurado em 1988, poderia resolver os problemas do país. As pessoas queriam ser ouvidas pela classe política que elegeu. Queriam melhores condições de vida, queriam respeito à lei, queriam oportunidades para prosperar. No entanto, qualquer idealização de melhora ruiu nos anos seguintes. O dito sistema político fracassou flagrantemente. Qualquer tipo de transformação não passou de miragem. O que se viu foi o seguinte: a inabilidade e podridão da classe política, beneficiando-se a si própria por meio desse sistema, que não representa os interesses da maioria desorganizada; ao revés, fa...

Supremos intocáveis e chicaneiros

Editorial da Gazeta do Povo A ala dos ministros que se julgam intocáveis e desejam permanecer assim veio bastante preparada ao plenário do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira. O que deveria ser a análise do pedido de investigação do ministro Alexandre de Moraes por seu relacionamento de proximidade e confiança com o banqueiro Daniel Vorcaro se tornou um espetáculo deprimente e vergonhoso, protagonizado especialmente pelos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino. A dupla fez uma tabela perfeita para tumultuar a sessão e conseguir encerrá-la sem que houvesse nem sequer uma conclusão sobre competência e sobre a análise do pedido de investigação de Moraes simultaneamente a outro pedido: a retaliação de Moraes contra o relator André Mendonça. A patética peça de defesa entregue por Moraes ao presidente do STF, Edson Fachin, na noite de segunda-feira era uma prévia do que viria nesta terça. O ministro, usando os costumeiros negritos, exclamações e palavras todas em maiúsculas, agora ...

Julgamento no STF: somos um país desgraçado

Por Mário Sabino O julgamento no STF sobre autorizar ou não a investigação contra Alexandre de Moraes, ainda em andamento, me faz lembrar uma passagem de Os Donos do Poder — Formação do Patronato Político Brasileiro, de Raymundo Faoro. No capítulo em que aborda as aspirações difusas da República Velha, Faoro fala de como havíamos macaqueado mal e porcamente o sistema republicano americano — e cita, sem endossá-lo, o jurista, sociólogo e historiador Oliveira Vianna, que propunha um estado centralizador e interventor para resolver os nossos impasses: “Em 1921, uma voz renovadora, extraviada em breve no racismo mítico, lembrando Kipling, conta que os macacos haviam ocupado uma cidade abandonada, libertando-se da inferioridade da floresta. ‘Entretanto, não sabiam para que haviam sido destinados aqueles edifícios, nem como se servirem deles. Sentavam-se, às vezes, todos, em círculo, no vestíbulo que dava para a Câmara do Conselho Real; coçavam-se e catavam as pulgas do pelo – e tinham a pre...

O STF virou uma carcaça; só se espere mais putrefação

O autoritarismo, o patrimonialismo e a corrupção, inclusive dos modos, mataram o STF tal como o conhecíamos antes do inquérito das fake news Por Mário Sabino Flávio Dino, que trata o Maranhão como se fosse capitania hereditária, resolveu dar a sua colaboração ao caos que reina no STF desde que a prioridade de boa parte dos ministros se tornou salvar a pele de Alexandre de Moraes. Com a sua decisão de hoje, escrita com a pena da arrogância, de reintegrar Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da PF, o ministro afrontou a maioria colegiada da Segunda Turma e também o presidente do STF, Edson Fachin, responsável pelo julgamento do recurso da Advocacia-Geral da União contra a determinação de André Mendonça. Decisão tomada sob o pretexto risível de evitar “danos irreparáveis” a processos, Flávio Dino tenta lançar uma sombra de suspeição sobre o colega, agora inimigo, requentando a história do encontro que André Mendonça teve com Daniel Vorcaro, quando o fraudador se passava por banque...

Ideia de que nossos líderes deveriam servir de exemplo é uma letra morta

Corrupção no país é um fato moral, antes de ser político; alegria brasileira não passa de signo de falta de civilização Por Luiz Felipe Pondé Lembro-me de que, nas eleições de 2022, muitos que apoiavam Lula falavam em defesa do projeto civilizador. Fato era que a figura de Bolsonaro, e seu comportamento vil, parecia sim dar lugar à ideia de que as boas maneiras, o respeito às pessoas que morriam de Covid —"não sou coveiro", lembra?—, o comer com garfo e faca, enfim, Bolsonaro parecia uma ameaça de retrocesso ao neolítico —com todo o respeito ao neolítico. Mas daí achar que o PT representa um Brasil mais civilizado é outra história. O PT é uma gangue responsável, em grande parte —uma vez que tem estado no poder federal por quase 18 anos—, pela desgraça moral, econômica e política que se abate sobre o país. O PT não é uma força civilizadora no Brasil, aliás, diga-se de passagem, tampouco é o centrão, a direita, o STF —todos delinquentes. Todos eles se reúnem num grande abraço d...

O crime de André Mendonça foi romper a omertà no STF

André Mendonça não cometeu abuso de autoridade, apenas rompeu a omertà * com a qual o STF pretendia salvar Alexandre de Moraes do cadafalso Por Mário Sabino André Mendonça não cometeu abuso de autoridade, ao contrário do que publicam os porta-vozes dos políticos do STF. O crime do ministro foi romper a omertà com a qual o Supremo pretendia enterrar a verdade sobre a relação promíscua entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. A omertà tinha como cúmplices o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Foi para cumprir a sua obrigação como relator do caso Master, função para o qual foi sorteado depois do espetáculo indecente protagonizado por Dias Toffoli, outro envolvido com Daniel Vorcaro, que André Mendonça determinou que a PF investigasse quem era o destinatário das mensagens cabulosas do maior fraudador do sistema financeiro do país. A investigação se tornou necessária, lembre-se, porque Alexandre de Moraes mentiu deslavadamente quando...

O Brasil não deu certo

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O som das pedras

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Um projeto de país aqui no Brasil não passa de um tique nervoso

Entre nós, a 'vida ética' se fez puro marketing de causa; se um dia foi cordial, hoje o brasileiro se fez homem niilista Por Luiz Felipe Pondé Diante do pânico europeu e americano com a possibilidade de que o mundo melhor, tal como se pensou nas últimas décadas e séculos, venha a ruir, nós, brasileiros, temos uma vantagem adaptativa grande: sempre soubemos que o mundo nunca deu certo porque o Brasil nunca deu certo e nunca dará. Um projeto de país aqui não passa de um tique nervoso, quando não apenas um nicho de mercado, entre outros. Alguns de nós, principalmente os bonzinhos, bonitinhos e inteligentinhos, fingem que não sabem como nós, brasileiros comuns, que o Brasil nunca deu certo e nunca dará. Protegidos pelos seus lobbies e seus bancos, têm o luxo de se vender como a vanguarda do bem no país. O Carnaval no Brasil, quanto mais cresce como festa "popular", mais se revela como uma celebração orgiástica do fim do mundo, regada a cachaça, fezes e urina. Pode-se ex...

REFORMA TRIBUTÁRIA: fim de um sonho

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  Por Paulo Rabello de Castro O sonho era, de início, que o País pudesse alcançar um sistema de cobrança de impostos menos oneroso para os contribuintes, mais simples para as empresas e mais razoável, na sua incidência, sobre os setores e, na sua distribuição, entre os entes da Federação. O sonho se transformou na dura realidade da Emenda Constitucional 132/2023, regulamentada pelas Lei Complementares 214/2025 e 227/2026, bem diferente da narrativa inicial de um novo sistema altamente simplificado e mais justo em sua aplicação. O sonho acabou. O novo “IVA brasileiro” não só ampliará sua incidência sobre bens, serviços e direitos – atingindo vastas atividades, como aluguel de imóveis, antes não abrangidas pela tributação do consumo – mas sobretudo, trará ônus agravado na prestação dos serviços mais variados. Esses efeitos de surpresa negativa ainda estarão mascarados por algum tempo, devido ao calendário moroso da entrada em vigor da nova tributação. Em compensação, quem lida com...

O Brasil é um regime socialista de autoritarismo crescente

Por Leandro Ruschel Gramsci deve estar sorrindo no inferno. O teórico comunista estava certo. A forma mais eficiente de impor o socialismo não é na ponta do fuzil, como fizeram os bolcheviques, mas pela conquista da cultura, em que as pessoas vão abandonando valores tradicionais e adotando o pensamento esquerdista sem nem perceber. Esse é o ponto que poucos entenderam. O socialismo do século XXI abandonou a estatização das fábricas e adotou a captura das instituições. Não precisa mais confiscar a propriedade quando consegue esvaziá-la por dentro. Na verdade, o confisco continua existindo, só que de forma implícita. Se um empresário não pode mais administrar a própria empresa como julga melhor, ele já não a possui de verdade. O título de propriedade permanece no papel. O conteúdo do direito é que foi expropriado. É o mesmo projeto de sempre, com outra roupagem. E é exatamente essa mutação que Gramsci anteviu. A estratégia foi amplamente adotada pela esquerda brasileira, pela ocu...

Antidemocrático é o STF

Por Lygia Maria   O STF determinou prazo de 60 dias para que plataformas digitais se adaptem para remover conteúdo ilegal postado por usuários. O julgamento se refere à lambança feita pela corte no Marco Civil da Internet, quando, em junho de 2025, reinterpretou o artigo 19 da lei de 2014 e passou por cima do Congresso ao estabelecer um rol de conteúdos criminososque devem ser removidos pelas plataformas sem necessidade de ordem judicial. Se as empresas não efetuarem a retirada, podem ser responsabilizadas. O Supremo inseriu crimes como racismo e "condutas e atos antidemocráticos", categoria que não corresponde, nesses termos, a um tipo penal autônomo e que, justamente por isso, é descrita de forma vaga no acórdão com a expressão "que se amoldem" a crimes como abolição do Estado de Direito e golpe de Estado. A ilicitude de referentes linguísticos não é, ao contrário do que ocorre em outros tipos penais, um dado da realidade material. Um vídeo pornográfico ...

Festa na ilha da fantasia

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Lula e o STF unidos pela censura

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O homem, esse desconsiderado

Por Thaís Oyama O governo achou por bem baixar, com o decreto que regulamenta o Marco Civil da Internet, outro decreto para proteger as mulheres da violência digital. Entre outras medidas, ele estabelece que plataformas como Instagram e YouTube têm o dever de remover qualquer “conteúdo íntimo” divulgado sem autorização em até duas horas, a contar da queixa da vítima. O texto deixa claro que a medida se destina exclusivamente às mulheres. O Código Penal já pune a divulgação não consentida de nudez ou sexo, e o Marco Civil já prevê a retirada do material após notificadas os atingidos sem distinguir homens e mulheres. O que o novo decreto acrescenta é a obrigação de retirada expressa desse tipo de material. Mas, ao determinar que as plataformas têm de fazer isso apenas no caso do sexo feminino, cria uma assimetria legal. Mulheres são alvos preferenciais desse tipo de crime, mas é certo e sabido que também homens estão sujeitos a ser lotes e vídeos expostos nas redes, por mulheres ou p...