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O ataque de 7 de outubro não foi só contra Judeus, mas contra a própria Civilização

Por Leandro Ruschel Terroristas do Hamas invadiram o território com um único objetivo: matar, torturar e estuprar o maior número possível de pessoas, incluindo mulheres, crianças e idosos, tirando a vida de mais de 1400 israelenses e estrangeiros. Além disso, fizeram mais de 200 reféns. É o maior extermínio de judeus desde o Holocausto. O Hamas deixou muito claro o seu objetivo genocida. Na semana passada, um representante do grupo disse que o 7 de outubro é um modelo de ataque a ser repetido, até que Israel seja varrido do mapa, junto com o seu povo. As ações dos terroristas correspondem ao que existe de pior no ser humano, demonstrando total incompatibilidade com a Civilização. Infelizmente, esse tipo de barbárie é relativamente comum no mundo islâmico. O que surpreende não é isso, mas sim o nível de apoio que os terroristas têm no Ocidente, não só entre seus irmãos de fé que estão nas capitais europeias e americanas, mas também dos militantes de extrema-esquerda, que abraçaram a vio...

O que é verdade – e o que é mentira – sobre o conflito Israel-Palestina

Por Rodrigo da Silva Com o desenrolar da guerra entre Israel e o Hamas, toneladas de propaganda viralizaram nas redes sociais nos últimos dias, distorcendo a realidade política da região. Uma luta vem sendo travada entre os defensores de Israel contra os defensores da Palestina. Essa é a hora de separar o que é História do que é ficção, e postar algumas verdades duras de engolir. Segue o guia: 1. Como é o sistema político de Israel? Israel é uma democracia parlamentarista com um sistema multipartidário. O parlamento de Israel é conhecido como Knesset. O Knesset é composto por 120 membros, eleitos para mandatos de 4 anos. Nesse momento, os partidos com mais membros no Knesset são o Likud (32) e o Yesh Atid (24). O Likud é um partido de direita, nacionalista, cético em relação a um processo de paz com os palestinos, liberal na economia e conservador nos costumes. O Yesh Atid, principal opositor do Likud, é um partido liberal, de centro, representante da classe média secular israelense,...

Massada nunca mais

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O horror

Eduardo Affonso, O Globo (14/10/2023) São monstros que relativizam crimes de guerra. Desalojaram do cérebro todo senso de humanidade, para acomodar uma ideologia. Cerca de 3 mil jovens se divertem num festival de música eletrônica. Em poucos minutos, ao menos 260 estarão mortos. Haverá estupros. Transeuntes serão baleados, aleatoriamente, nas estradas, nas ruas. Famílias, chacinadas dentro de casa. Pessoas torturadas serão exibidas como troféus. Pelo menos 150 civis — entre eles, idosos e crianças —, levados como reféns. Talvez tenha havido um tempo em que a simples leitura desse parágrafo fosse suficiente para definir quem são os algozes, quem são as vítimas. Não mais. Um filósofo contemporâneo terá material de sobra — nos jornais, nas conversas, nas redes sociais — para desenvolver uma teoria sobre a relatividade do mal. Poderá começar com as notas do PCO, presidido pelo jornalista Rui Costa Pimenta. Com os cadáveres ainda insepultos, ali se festejava: “Ontem foi um dia histórico nã...

Conheça seu inimigo

Por Gareth Cliff Não sou judeu e não sou cidadão de Israel. Eu nunca visitei Israel. Não vinculo a minha religião a um local sagrado em Jerusalém e não tenho problemas com árabes, muçulmanos ou cristãos. Li sobre Abraão, Moisés, Davi e Salomão; os Omíadas, os Abássidas e os Otomanos; Conheço os britânicos, a declaração Balfour, Ben Gurion e Golda Meir. Conheço um pouco sobre a Guerra dos Seis Dias e a Intifada. Posso não ter qualquer interesse pessoal na Terra Santa, mas a humanidade certamente tem – e eu sou um ser humano. As mulheres, os homens, as crianças, os idosos e os soldados que foram raptados, torturados, violados, humilhados e assassinados no sábado pelo Hamas em Israel também eram seres humanos. Aqueles que fizeram isso com eles não são. Imagine que tipo de ginástica racional e moral você tem que fazer para justificar o assassinato a sangue frio de adolescentes em um festival de música; ou observar uma criança, talvez de 5 anos, sendo cutucada com um pedaço de pau e chorand...

Entendendo o conflito árabe-israelense

Por Rodrigo da Silva (Spotniks) Com os ataques terroristas promovidos pelo Hamas contra civis e militares em Israel, nesse final de semana, produzi um guia para explicar as origens do conflito Israel-Palestina, e contar quem são os principais atores envolvidos nesse evento. Este é um beabá de uma história complexa que evidentemente não se encerra aqui. E ele é dedicado a quem não faz a menor ideia do que acontece nessa região do mundo. 1. O que significa ser um judeu? Essa definitivamente não é uma pergunta irrelevante. O termo "judeu" pode significar duas coisas: 1) ser um adepto do judaísmo; 2) ser um membro da etnia judaica. O judaísmo é a religião dos judeus. Diz respeito a uma crença em um Deus único que segue as escrituras da Tanakh (que são, a grosso modo, o que os cristãos chamam de Antigo Testamento). Mas a identidade judaica também pode ser entendida em termos étnicos. Etnicidade diz respeito a um grupo de pessoas que compartilham uma herança cultural comum – que p...