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Contos já publicados

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Nesta postagem, compartilho as sinopses e links de acesso aos meus contos já publicados, em ordem decrescente de datas de publicação. O post ficará em destaque no blog, para facilitar o conhecimento. Deixarei de publicar os contos neste espaço, a fim de organizá-los em um meio mais coerente e harmônico. Assim, ficarão restritos ao site do Recanto das Letras, que é o nicho desse gênero literário, ou a sites de terceiros, no caso de desafios e campeonatos. Para quem não me conhece, sou autor amador do universo literário, mas, neste blog, desenvolvo atividade intelectual diversa, notadamente o compartilhamento de artigos sobre política, direito e variedades. Logo, não faria muito sentido incluir os contos no corpo do blog, que logo sumiriam em meio à miríade de assuntos. Remeto os passantes, pois, à lista a seguir, com os correspondentes links do Recanto das Letras para leitura. __________________________________ Verbo Bárbara, uma adolescente tardia, encontra-se em uma enrascada: até ond...

Debate entre Flávio e Lula: dois símios jogando excrementos um no outro

Em meio à névoa excrementícia que a todos envolva, pôde-se entrever que, com Lula, insistiremos no mesmo erro; com Flávio, mudaremos de erro Por Mário Sabino O debate entre Flávio Bolsonaro e Lula, promovido pela Band, foi o ponto mais baixo e previsível não somente de uma campanha de nível abissal, mas de uma evolução de matriz darwiniana. Evolução reversa. Desde o advento da Nova República, a democracia brasileira vem selecionando os piores para o exercício da atividade política — no caráter, nas ideias, no preparo intelectual, na expressão verbal, nos horizontes para além das fronteiras da mediocridade. A única exceção espantosa, que sublinha ainda mais o desastre geral, ficou a cargo de FHC e de uma dezena de nomes que compunham o seu séquito. A esquerda, sempre na vanguarda do atraso, selecionou o seu pior logo no início: Lula. A direita, por sua vez, demorou quase três décadas a mais para fazê-lo, e eis aí os Bolsonaro. É o que temos para hoje; é o que teremos para amanhã, e o co...

Pobres...

Pobres de nós, brasileiros, que deixamos nosso destino nas mãos de populistas demagogos, arrivistas ignorantes e bandidos da pior espécie. Será que não poderíamos ter produzido nada de melhor? Há alguns anos, lá pelos idos da década passada, ainda havia certa esperança. As pessoas foram às ruas, puseram suas reinvindicações à mesa. Ainda havia a crença de que a política, de que o sistema político inaugurado em 1988, poderia resolver os problemas do país. As pessoas queriam ser ouvidas pela classe política que elegeu. Queriam melhores condições de vida, queriam respeito à lei, queriam oportunidades para prosperar. No entanto, qualquer idealização de melhora ruiu nos anos seguintes. O dito sistema político fracassou flagrantemente. Qualquer tipo de transformação não passou de miragem. O que se viu foi o seguinte: a inabilidade e podridão da classe política, beneficiando-se a si própria por meio desse sistema, que não representa os interesses da maioria desorganizada; ao revés, fa...

Supremos intocáveis e chicaneiros

Editorial da Gazeta do Povo A ala dos ministros que se julgam intocáveis e desejam permanecer assim veio bastante preparada ao plenário do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira. O que deveria ser a análise do pedido de investigação do ministro Alexandre de Moraes por seu relacionamento de proximidade e confiança com o banqueiro Daniel Vorcaro se tornou um espetáculo deprimente e vergonhoso, protagonizado especialmente pelos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino. A dupla fez uma tabela perfeita para tumultuar a sessão e conseguir encerrá-la sem que houvesse nem sequer uma conclusão sobre competência e sobre a análise do pedido de investigação de Moraes simultaneamente a outro pedido: a retaliação de Moraes contra o relator André Mendonça. A patética peça de defesa entregue por Moraes ao presidente do STF, Edson Fachin, na noite de segunda-feira era uma prévia do que viria nesta terça. O ministro, usando os costumeiros negritos, exclamações e palavras todas em maiúsculas, agora ...

Julgamento no STF: somos um país desgraçado

Por Mário Sabino O julgamento no STF sobre autorizar ou não a investigação contra Alexandre de Moraes, ainda em andamento, me faz lembrar uma passagem de Os Donos do Poder — Formação do Patronato Político Brasileiro, de Raymundo Faoro. No capítulo em que aborda as aspirações difusas da República Velha, Faoro fala de como havíamos macaqueado mal e porcamente o sistema republicano americano — e cita, sem endossá-lo, o jurista, sociólogo e historiador Oliveira Vianna, que propunha um estado centralizador e interventor para resolver os nossos impasses: “Em 1921, uma voz renovadora, extraviada em breve no racismo mítico, lembrando Kipling, conta que os macacos haviam ocupado uma cidade abandonada, libertando-se da inferioridade da floresta. ‘Entretanto, não sabiam para que haviam sido destinados aqueles edifícios, nem como se servirem deles. Sentavam-se, às vezes, todos, em círculo, no vestíbulo que dava para a Câmara do Conselho Real; coçavam-se e catavam as pulgas do pelo – e tinham a pre...

O STF virou uma carcaça; só se espere mais putrefação

O autoritarismo, o patrimonialismo e a corrupção, inclusive dos modos, mataram o STF tal como o conhecíamos antes do inquérito das fake news Por Mário Sabino Flávio Dino, que trata o Maranhão como se fosse capitania hereditária, resolveu dar a sua colaboração ao caos que reina no STF desde que a prioridade de boa parte dos ministros se tornou salvar a pele de Alexandre de Moraes. Com a sua decisão de hoje, escrita com a pena da arrogância, de reintegrar Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da PF, o ministro afrontou a maioria colegiada da Segunda Turma e também o presidente do STF, Edson Fachin, responsável pelo julgamento do recurso da Advocacia-Geral da União contra a determinação de André Mendonça. Decisão tomada sob o pretexto risível de evitar “danos irreparáveis” a processos, Flávio Dino tenta lançar uma sombra de suspeição sobre o colega, agora inimigo, requentando a história do encontro que André Mendonça teve com Daniel Vorcaro, quando o fraudador se passava por banque...

Ideia de que nossos líderes deveriam servir de exemplo é uma letra morta

Corrupção no país é um fato moral, antes de ser político; alegria brasileira não passa de signo de falta de civilização Por Luiz Felipe Pondé Lembro-me de que, nas eleições de 2022, muitos que apoiavam Lula falavam em defesa do projeto civilizador. Fato era que a figura de Bolsonaro, e seu comportamento vil, parecia sim dar lugar à ideia de que as boas maneiras, o respeito às pessoas que morriam de Covid —"não sou coveiro", lembra?—, o comer com garfo e faca, enfim, Bolsonaro parecia uma ameaça de retrocesso ao neolítico —com todo o respeito ao neolítico. Mas daí achar que o PT representa um Brasil mais civilizado é outra história. O PT é uma gangue responsável, em grande parte —uma vez que tem estado no poder federal por quase 18 anos—, pela desgraça moral, econômica e política que se abate sobre o país. O PT não é uma força civilizadora no Brasil, aliás, diga-se de passagem, tampouco é o centrão, a direita, o STF —todos delinquentes. Todos eles se reúnem num grande abraço d...

O crime de André Mendonça foi romper a omertà no STF

André Mendonça não cometeu abuso de autoridade, apenas rompeu a omertà * com a qual o STF pretendia salvar Alexandre de Moraes do cadafalso Por Mário Sabino André Mendonça não cometeu abuso de autoridade, ao contrário do que publicam os porta-vozes dos políticos do STF. O crime do ministro foi romper a omertà com a qual o Supremo pretendia enterrar a verdade sobre a relação promíscua entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. A omertà tinha como cúmplices o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Foi para cumprir a sua obrigação como relator do caso Master, função para o qual foi sorteado depois do espetáculo indecente protagonizado por Dias Toffoli, outro envolvido com Daniel Vorcaro, que André Mendonça determinou que a PF investigasse quem era o destinatário das mensagens cabulosas do maior fraudador do sistema financeiro do país. A investigação se tornou necessária, lembre-se, porque Alexandre de Moraes mentiu deslavadamente quando...