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Contos já publicados

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Nesta postagem, compartilho as sinopses e links de acesso aos meus contos já publicados, em ordem decrescente de datas de publicação. O post ficará em destaque no blog, para facilitar o conhecimento. Deixarei de publicar os contos neste espaço, a fim de organizá-los em um meio mais coerente e harmônico. Assim, ficarão restritos ao site do Recanto das Letras, que é o nicho desse gênero literário, ou a sites de terceiros, no caso de desafios e campeonatos. Para quem não me conhece, sou autor amador do universo literário, mas, neste blog, desenvolvo atividade intelectual diversa, notadamente o compartilhamento de artigos sobre política, direito e variedades. Logo, não faria muito sentido incluir os contos no corpo do blog, que logo sumiriam em meio à miríade de assuntos. Remeto os passantes, pois, à lista a seguir, com os correspondentes links do Recanto das Letras para leitura. __________________________________ Verbo Bárbara, uma adolescente tardia, encontra-se em uma enrascada: até ond...

Por que pessoas boas votam no PT? Por que você, minha amiga querida, apoiou Lula?

Por Jocelaine Santos A maioria dos eleitores brasileiros acha que o país vai muito bem, que o governo está fazendo um bom trabalho e que Lula merece mais quatro anos de poder. Tudo isso apesar de o país não ter dinheiro para pagar as próprias contas a partir de 2027; apesar de apenas 10% da população ser considerada plenamente alfabetizada e saber interpretar textos complexos. Tudo isso apesar de as ruas estarem cada vez mais tomadas pela miséria e a violência; o poder de compra cada vez menor; tudo isso apesar de que o Brasil terá a maior taxa de impostos do mundo a partir do ano que vem e que 75% da população têm dívidas de risco; tudo isso apesar de 20% de todos os brasileiros viverem à custa de esmolas – em alguns estados, mais de 50% da população é dependente do Estado. Tudo isso apesar de o governo ser sustentado por um Judiciário altamente politizado, que já nem tenta esconder que pouco se importa com as garantias constitucionais ou com o devido processo legal e que, agora, ...

Lula promete quatro anos de vingança e censura

Editorial da Gazeta do Povo Impulsionado pela conquista de uma virada inédita e certo de que já está na história como o presidente brasileiro a passar mais tempo no poder pela via eleitoral (já que os 18 anos de Getúlio Vargas incluem o período ditatorial), Lula não economizou em seu primeiro pronunciamento após a confirmação de sua vitória, na noite de domingo. O petista, que venceu Flávio Bolsonaro por 3,6 pontos porcentuais de vantagem entre os votos válidos, até acenou para uma conciliação que certamente ele não pretende praticar, mas logo anunciou que vem aí mais censura contra as mídias sociais, transformadas no grande vilão do processo eleitoral recentemente encerrado. “Não tenho mais adversário. Tenho de governar para 215 milhões”, disse Lula, como se realmente estivesse disposto a isso. Falamos do presidente que deu início à nefasta cultura do “nós contra eles”, que esgarçou o tecido social brasileiro até não poder mais, atiçando todo tipo de ressentimento: socioeconômico, r...

Lula como espelho do brasileiro

Por João Eigen Algo incontestável deve ser dito sobre Luiz Inácio Lula da Silva: ele não é apenas um político normal numa democracia, porque algo em sua pessoa encarna profundamente um aspecto sombrio do brasileiro que nenhum outro político desde 1988 conseguiu recriar. Luiz Inácio é sui generis, e só Getúlio o supera historicamente como político brasileiro - isso não é mérito moral nenhum. É como se Luiz Inácio fosse um "tipo ideal platônico" ambulante que serve de espelho quando se pensa no lado ruim do Brasil e do brasileiro. Como explicar que um confesso mentiroso contumaz consiga cinicamente mentir não uma, nem duas, nem três, nem quatro, nem cinco, mas SEIS vezes em eleições e sair vencedor ininterrupto de quatro, numa era cheia de fact-checking, IAs e internet? Como explicar que o líder do partido mais corrupto da história brasileira não apenas se safe por aí dizendo que "não sabia de nada", mas ativamente promova a candidatura de corruptos condenados como Jo...

Pense em si e em sua família

Autor desconhecido   Essa é uma postagem difícil, mas cansei de me iludir. No tempo em que estou aqui, até fiz uma ou outra leitura decente de cenário, mas a verdade é que acreditar no Brasil se tornou uma questão de fé, e como sabemos, não há objetividade na fé.   Vi todas as eleições de Lula, as duas da Dilma e a anomalia sistêmica que foi a vitória de Bolsonaro.   Gente, acabou. Não é alarmismo. Não significa que todo mundo vai comer cachorro e que suas casas serão confiscadas, não é isso, mas o sonho do "Brasil melhor" não foi apenas adiado por mais 4 anos. A verdade é que nós demoramos muito para reconhecer. Admito que aqueles que foram embora quando houve o Dilma 2, são os mais certeiros e visionários. Minha esposa queria ter ido, eu a convenci a ficar.   Nós não vamos para frente, muito pelo contrário. O que se dará agora é a continuidade do que começou em 2003. Enquanto o mundo avança, nós ficaremos só olhando (enquanto for permitido). Veremos...

Debate entre Flávio e Lula: dois símios jogando excrementos um no outro

Em meio à névoa excrementícia que a todos envolva, pôde-se entrever que, com Lula, insistiremos no mesmo erro; com Flávio, mudaremos de erro Por Mário Sabino O debate entre Flávio Bolsonaro e Lula, promovido pela Band, foi o ponto mais baixo e previsível não somente de uma campanha de nível abissal, mas de uma evolução de matriz darwiniana. Evolução reversa. Desde o advento da Nova República, a democracia brasileira vem selecionando os piores para o exercício da atividade política — no caráter, nas ideias, no preparo intelectual, na expressão verbal, nos horizontes para além das fronteiras da mediocridade. A única exceção espantosa, que sublinha ainda mais o desastre geral, ficou a cargo de FHC e de uma dezena de nomes que compunham o seu séquito. A esquerda, sempre na vanguarda do atraso, selecionou o seu pior logo no início: Lula. A direita, por sua vez, demorou quase três décadas a mais para fazê-lo, e eis aí os Bolsonaro. É o que temos para hoje; é o que teremos para amanhã, e o co...

Pobres...

Pobres de nós, brasileiros, que deixamos nosso destino nas mãos de populistas demagogos, arrivistas ignorantes e bandidos da pior espécie. Será que não poderíamos ter produzido nada de melhor? Há alguns anos, lá pelos idos da década passada, ainda havia certa esperança. As pessoas foram às ruas, puseram suas reinvindicações à mesa. Ainda havia a crença de que a política, de que o sistema político inaugurado em 1988, poderia resolver os problemas do país. As pessoas queriam ser ouvidas pela classe política que elegeu. Queriam melhores condições de vida, queriam respeito à lei, queriam oportunidades para prosperar. No entanto, qualquer idealização de melhora ruiu nos anos seguintes. O dito sistema político fracassou flagrantemente. Qualquer tipo de transformação não passou de miragem. O que se viu foi o seguinte: a inabilidade e podridão da classe política, beneficiando-se a si própria por meio desse sistema, que não representa os interesses da maioria desorganizada; ao revés, fa...

Supremos intocáveis e chicaneiros

Editorial da Gazeta do Povo A ala dos ministros que se julgam intocáveis e desejam permanecer assim veio bastante preparada ao plenário do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira. O que deveria ser a análise do pedido de investigação do ministro Alexandre de Moraes por seu relacionamento de proximidade e confiança com o banqueiro Daniel Vorcaro se tornou um espetáculo deprimente e vergonhoso, protagonizado especialmente pelos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino. A dupla fez uma tabela perfeita para tumultuar a sessão e conseguir encerrá-la sem que houvesse nem sequer uma conclusão sobre competência e sobre a análise do pedido de investigação de Moraes simultaneamente a outro pedido: a retaliação de Moraes contra o relator André Mendonça. A patética peça de defesa entregue por Moraes ao presidente do STF, Edson Fachin, na noite de segunda-feira era uma prévia do que viria nesta terça. O ministro, usando os costumeiros negritos, exclamações e palavras todas em maiúsculas, agora ...