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Contos já publicados

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Nesta postagem, compartilho as sinopses e links de acesso aos meus contos já publicados, em ordem decrescente de datas de publicação. O post ficará em destaque no blog, para facilitar o conhecimento. Deixarei de publicar os contos neste espaço, a fim de organizá-los em um meio mais coerente e harmônico. Assim, ficarão restritos ao site do Recanto das Letras, que é o nicho desse gênero literário, ou a sites de terceiros, no caso de desafios e campeonatos. Para quem não me conhece, sou autor amador do universo literário, mas, neste blog, desenvolvo atividade intelectual diversa, notadamente o compartilhamento de artigos sobre política, direito e variedades. Logo, não faria muito sentido incluir os contos no corpo do blog, que logo sumiriam em meio à miríade de assuntos. Remeto os passantes, pois, à lista a seguir, com os correspondentes links do Recanto das Letras para leitura. __________________________________ Onde não há estrelas Um homem desabafa com seu amigo sobre as mágoas da vida...

O Caso Monark: uma grande vergonha brasileira

Por  Fernando Schüler Monark estava apenas “expondo sua (equivocada) compreensão sobre o alcance da liberdade de expressão”, escreveu o Promotor Marcelo Ramos, do Ministério Público, em sua decisão encerrando o bizarro caso de censura contra o antigo apresentador do Flow, no Youtube.   Muitas vezes, no Brasil dos últimos anos, foi necessário escrever a mais perfeita obviedade. Só isso já seria um sintoma do mal-estar brasileiro. Ou da simples “maluquice”, como gosta de me resumir, meio sem paciência, um bom colega.   O promotor poderia ter evitado a observação “equivocada”. Você e eu, cidadãos comuns, podemos opinar sobre isso. Faz parte de nossa liberdade “pública” de opinião. Quem representa o Estado, em uma decisão oficial, não deveria se aventurar por estes juízos. Mas entendo o Promotor. Fez um aceno aos recalcitrantes. Sua decisão é correta e nos dá alguma esperança neste País.   Não conheço Monark, nem escutava o seu programa (o que talvez me faça ...

A economia da regressão: como o Brasil se tornou hostil à prosperidade

Por Marcos Degaut   O debate sobre a herança econômica recente do Brasil, precipitado pela saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda, exige abandonar tanto a retórica superficial quanto o tecnocratismo anestesiante que serviu de álibi intelectual a três anos de demolição fiscal. O que se observa hoje não é apenas um conjunto de indicadores deteriorados, mas a consolidação de um modelo coerente em sua lógica interna indigente, porém anacrônico, asfixiante e pauperizante em seus efeitos externos, que combina expansão fiscal, hipertrofia tributária, hostilidade progressiva ao ambiente de geração de riqueza e uma recusa ideológica de incorporar ao aparato produtivo do país as ferramentas tecnológicas que estão redesenhando a economia global. Sob a condução de Haddad, esse modelo atingiu sua forma mais explícita e acabada. A marca distintiva da gestão não é apenas o aumento de gastos, mas a naturalização de sua expansão como princípio organizador da política econômica, ...

A inflação moral progressista

Progressistas buscam pureza e se afastam de pessoas comuns Os setores populares que seguem sem entender inteiramente as novas regras morais vão acumulando o ressentimento cotidiano Por Pablo Ortellado O progressismo está no caminho errado. Convencido de que seus valores são tão evidentes que discuti-los seria rebaixar-se, trocou o convencimento pela interdição — censura nas mídias sociais, Direito Penal para os infratores. Enquanto se ocupa de purificar o mundo por meio de atos de força, as pessoas comuns seguem seu caminho influenciadas por quem ainda se dispõe a conversar com elas. O progressismo está preso a uma armadilha moral. Sua desconexão com o mundo advém de ter sido tomado por um ativismo difuso, que vive em alarme permanente e não consegue mais enxergar gradação nas condutas, porque proporção e nuance são vistas como complacência ou como delito. O exagero é premiado, e a ponderação punida. Essa cultura adotou diagnósticos grandiloquentes que não admitem contestação. Somo...

Democracia esfarrapada: a ascensão da Juristocracia no Brasil

Por Leonardo Coutinho Os brasileiros caíram em uma armadilha. O debate público foi capturado pela imagem do golpe clássico, com homens fardados, tanques, uma “turba de descontentes” em marcha e a ruptura explícita. Essa miragem serviu para chamar de golpe a rebelião de 8 de janeiro de 2023, por exemplo. Enquanto quase todo mundo olhava para o lado errado, a ruptura real, a que reconfigura o regime por dentro, estava se dando sob a toga da defesa da democracia. Não é exagerado pensar que o regime que rege o Brasil é a juristocracia. Não é apenas a judicialização normal da vida institucional, que seria aquela em que o Judiciário cumpre sua função de conter abusos e zelar pela Constituição. É a substituição gradual da política por decisões judiciais com efeito legislativo; é a transformação do Supremo em “instância de governo”; é a troca da soberania popular por decisões judiciais. A substituição do governo do povo pelo governo dos juízes foi gradual e tolerada como excepcional e provisó...

Lula na Sapucaí: desfile não foi a favor do petista, foi contra você

Por Alexandre Borges O espetáculo degradante protagonizado pela Acadêmicos de Niterói ontem, em uma leitura apressada, pode parecer apenas uma parada norte-coreana de culto ao líder supremo, com direito a mitificação da trajetória, demonização de adversários e estátua para reverência ao final. Foi isso e muito mais. A comissão de frente trouxe Jair Bolsonaro representado como o palhaço Bozo, um xingamento infantil baseado em um trocadilho descerebrado. O ex-presidente apareceu novamente, em um carro alegórico horrendo, como um enorme monstro aprisionado, um King Kong acorrentado para deleite do público. Na história original, o animal se livra das correntes. Outro carro apresentou a oposição a Lula como um bloco composto pelo agronegócio, mulheres de classe alta, defensores da ditadura militar e cristãos. Todos aqueles que esquecem, por vezes, que têm um alvo na testa por revolucionários de todas as eras. Outra ala baseada em trocadilho infantil foi intitulada "Neoconservadores em...

O STF futebol clube não respeita as regras do jogo

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Massacre no Canadá levanta perguntas que podem dar cadeia no Brasil

Por Alexandre Borges Um ataque a tiros numa pequena comunidade do interior do Canadá reacendeu um debate que parte da cobertura internacional prefere evitar. A autora da tragédia desta terça-feira tinha 18 anos. Era um homem biológico que iniciou transição de gênero aos 12. Seu histórico médico incluía diagnósticos de depressão, autismo e transtorno obsessivo-compulsivo, além de internações sucessivas. Anos antes, durante um surto psicótico, incendiou o próprio quarto. A adolescente matou a própria mãe e o irmão de 11 anos ainda dentro de casa. Em seguida, caminhou armada até a escola onde havia estudado, no interior da Colúmbia Britânica, e abriu fogo contra alunos e funcionários. O atentado deixou mais oito mortos, entre eles cinco crianças entre 12 e 13 anos, além de dezenas de feridos. Após o atentado terrorista, tirou a própria vida. Parte da cobertura internacional evitou destacar que ela havia iniciado a transição na entrada da puberdade. A revista Newsweek preferiu enfatizar a ...