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Coletividade forçada

Fazer suposições sobre uma pessoa com base nas características de seu grupo é insultuoso, além de factualmente arriscado, pois isso subtrai a sua individualidade. Nós mesmos não presumimos que nossas crenças e hábitos sejam ditados pelo grupo a que pertencemos. Fazer essa ilação em relação a outros é humilhante. Cada um de nós é afetado por uma miríade de aspectos relacionados ao ambiente em que crescemos e fomos criados e à nossa cultura e identidade de grupo, mas não de forma individualmente previsível. (Fisher, Ury e Patton, 2014, p. 162). 

As escolhas de cada um

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Como pensam os criminosos? As escolhas dos indivíduos são pouco determinadas pelo meio em que vivem, mas sim pela sua própria consciência. Esta é a conclusão do professor Stanton Samenow, psicólogo forense americano, cuja vasta experiência prática com criminosos lhe rendeu material para o livro Inside the criminal mind . Nele, o autor discorre acerca da propensão de certas pessoas à criminalidade. Sugere, ao contrário do que afirmam os pensadores viciados pelas narrativas sócio-históricas, que o comportamento delituoso é produto de modelos de pensamento individuais. Isto é, criminosos constroem, desde cedo, uma personalidade voltada a agir de modo socialmente inaceitável e, portanto, sedimentam uma trajetória repleta de escolhas que convergem para esse fim, pouco importando o meio no qual estão inseridas. Não há exemplo mais eloquente de tal tese do que os criminosos de colarinho branco: há pessoas que ostentam uma condição social favorável que acabam por praticar toda...

A falácia do determinismo e a natureza da cultura humana

Teorias como a do materialismo histórico simplesmente estão equivocadas Qualquer construção teórica que pretende explicar a história e a cultura por vias deterministas está fadada ao fracasso, à incoerência e à injustiça. Por que? Yuval Noah Harari, doutor em história por Oxford e professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, apresenta a resposta em seu livro "Sapiens". Em poucas linhas, refuta as ideologias que surgiram de tal visão determinista. In verbis : O determinismo é atraente porque implica que nosso mundo e nossas crenças são um produto natural e inevitável da história. [...] Reconhecer que a história não é determinista é reconhecer que não passa de uma coincidência o fato de que a maioria das pessoas, hoje em dia, acredita em nacionalismo, capitalismo e direitos humanos.  A história não pode ser explicada de forma determinista e não pode ser prevista porque é caótica. Tantas forças estão em ação, e suas interações são tão complexas, que variações extrem...