Postagens

Mostrando postagens com o rótulo costumes

Poder

Por Edu Perez “Fulano tá mudado depois que assumiu o cargo”. Não mudou, sempre foi assim. Poder, incluso dinheiro, dá liberdade. O fraco, em regra, não tem escolha além da gentileza. É no forte que a gentileza é opção. Diz o ditado que você deve se atentar a como alguém trata o garçom. Ter poder demonstra o caráter da pessoa, porque confere liberdade. Há quem, quando chega a uma boa posição, passa a destratar os que considera inferiores ou que não lhe trarão qualquer vantagem. Coríntios nos lembra que tudo é permitido, mas nem tudo convém. A regra, porém, é o abuso. Não por acaso Lord Acton cita que “o poder tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente”, e por isso “homens poderosos são quase sempre maus”. Quem pode muito tem como única contenção sua consciência. Quem faz tudo para o poder não tem moral ou ética alguma. Robert Ingersoll, ao elogiar Abe Lincoln, disse que “se você quer saber quem é o homem, dê-lhe poder. Qualquer homem pode suportar a adversidade, mas ape...

Triste fim do jornalismo

Irmãos assumem incesto, e a mídia acha “controverso” Por Luciano Trigo 05/09/2022 09:36 Desde o início da civilização, a proibição de relações sexuais entre membros consanguíneos da mesma família é, com pequenas variações, um elemento comum a todas as formações sociais e culturais humanas. Freud dedicou um longo ensaio ao tema, “O horror do incesto”, incluído no livro “Totem e Tabu” (1913), no qual examina a vigência milenar dessa norma já entre os aborígenes australianos e diferentes sociedades primitivas das ilhas do Pacífico e do continente africano. Freud voltaria a abordar o assunto em outro ensaio, “As origens da família e do clã”, de 1922, desta vez investigando o tabu do incesto como necessário mecanismo de prevenção dos efeitos biológicos nocivos das relações íntimas entre parentes. Para Freud, a interdição do incesto – como, aliás, a proibição do parricídio – é um marco fundador da cultura, algo que está na própria raiz da civilização. O título do seu ensaio já traduz a reaçã...

Chico Buarque

Por Denis Reis O compositor Chico Buarque decidiu se autocensurar e não cantar mais a música "Com açúcar e com afeto", atendendo a pedidos de "feministas" que a consideram "machista".   Se ele levar a sério essa orientação, metade da obra buarquiana deverá ser descartada. Toda a Ópera do Malandro - onde há coisas bem sérias como "Se eu fosse seu patrão" ou o "Tango do Covil". Quem acha "Com açúcar e com afeto" "machista", o que dirá de "Terezinha"? O último disco, "As caravanas", ainda está em tempo de ser recolhido das vendas, pois tem machismos piores onde, por exemplo, o "eu lírico" do poeta paquera uma moça lésbica e a "Tua Cantiga", um exagero buarquiano que - reconheço - chega mesmo a ser um pouco patética.   Em verdade, o que esta época "pós-moderna" condena não é o "machismo", o "racismo" ou o que quer que seja. Ela condena a vida. Falar da...

Mimados

Imagem
A geração mais jovem dos países ocidentais possivelmente é a mais mimada da história. Uma geração inteira que nasceu e cresceu num mundo de abundância material e de relativa paz. Fome, guerras, doenças, enfim, vários episódios que provocaram a morte de muitos no passado foram aparentemente superados, como se o mundo atual houvesse se tornado outro, alheio a todos os dramas humanos. E, como crianças mal-criadas, os jovens de hoje optaram por desprezar as lições dos antepassados. Tomaram o presente como injusto. Julgam-se melhores e moralmente superiores. Deleitam-se com a vaidade e com os prazeres. No fim, quando contestados, agarram-se a soluções fantasiosas, gritam, esperneiam, recorrem aos antidepressivos.  Mimados. Incapazes de lidar com frustrações. Reagem agressivamente a qualquer dificuldade.  Então, veio a pandemia.  Esta negou a "busca pela felicidade" a muitos. Trouxe limites. Os pais desta geração, que não conseguiram educá-la corretamente, deixaram a tarefa ao ...

Resumo: 12 Regras para a Vida

Imagem
Um Antídoto para o Caos O livro tem como problema geral a discussão acerca dos rumos da cultura ocidental: por um lado, como evitar o conflito eterno entre sistemas de valores e, por outro, o niilismo social irresponsável (p. XXXIII da Introdução)? Segundo Peterson, a resposta se daria através do desenvolvimento do indivíduo e de sua responsabilidade individual e coletiva: o aprimoramento do “Ser”. É a tarefa primordial de toda pessoa quando está perante o mundo e seu sofrimento. Em tempos nos quais os jovens aprendem que o valor da tolerância é o único aceitável e a moral é considerada opressora – considerações puramente ideológicas e simplistas – Peterson resgata a tradição humana obtida ao longo de séculos para mostrar o que é virtude, visando, assim, remediar a difusão do desespero e do conflito.  Relembre as regras utilizando o próprio corpo Lista de regras: 1. Costas eretas, ombros para trás. 2. Cuide de si mesmo como cuidaria de alguém so...