Finlândia
Por Gustavo Bertoche O projeto educacional finlandês é o exato oposto do brasileiro. No Brasil, os "especialistas" querem que as crianças fiquem mais tempo nas escolas, com mais deveres de casa, com um currículo enorme, sem sentido e engessado. Na Finlândia, o desafio é outro: é deixar as crianças o menor tempo possível na escola, somente a partir dos sete anos, sem um currículo nacional, praticamente sem dever de casa, sem provas, sem vestibular; cada professor (há somente um por turma!) prepara o currículo específico adequado àqueles alunos e àquelas circunstâncias sociais. Os professores finlandeses são muito bem pagos; a Finlândia sabe que a educação de qualidade é necessariamente cara, e que educação barata é fraude. Quem não tem no mínimo um mestrado em Ciências da Educação não pode nem pensar em concorrer às vagas do magistério – que são disputadíssimas. Por aqui, os nossos professores recebem salários de fome. Não têm sequer como comprar livros. A conseqüência: a c...