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Contos já publicados

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Nesta postagem, compartilho as sinopses e links de acesso aos meus contos já publicados, em ordem decrescente de datas de publicação. O post ficará em destaque no blog, para facilitar o conhecimento. Deixarei de publicar os contos neste espaço, a fim de organizá-los em um meio mais coerente e harmônico. Assim, ficarão restritos ao site do Recanto das Letras, que é o nicho desse gênero literário, ou a sites de terceiros, no caso de desafios e campeonatos. Para quem não me conhece, sou autor amador do universo literário, mas, neste blog, desenvolvo atividade intelectual diversa, notadamente o compartilhamento de artigos sobre política, direito e variedades. Logo, não faria muito sentido incluir os contos no corpo do blog, que logo sumiriam em meio à miríade de assuntos. Remeto os passantes, pois, à lista a seguir, com os correspondentes links do Recanto das Letras para leitura. __________________________________ Onde não há estrelas Um homem desabafa com seu amigo sobre as mágoas da vida...

Tempo perdido

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  TEMPO PERDIDO – Sr. Clay, está ciente de sua escolha? Um homem de jaleco, crachá e odores de cigarro encarava-o sem emoção através daquelas lentes fundo de garrafa, esperando a resposta. – Quantas vezes terei que repetir? Sim! Já li toda essa papelada e tenho consciência do que estou fazendo! O outro não contestou. Ouviu-se o estrondo do carimbo e, em seguida, um documento foi passado por sobre a mesa. Nele, o selo da Agência Mundial para as Colônias Interestelares e, abaixo, um campo para assinatura. Cassius Clay tomou uma caneta e deixou a rubrica. – Parabéns, Sr. Clay. Agora pode ir até a câmara de preparação. Saiba que, uma vez na colônia, você terá o direito de retornar; mas a Agência não garante indenização pelo tempo perdido. Cassius olhou aquele homem de cima a baixo, recolheu o calhamaço e escancarou a porta de saída. Havia sido judiado por toda a vida: negro, pobre e periférico numa Terra esquecida e caótica. Não tinha mais esperança, mas faria um último servicinho sujo...

Efêmero como fumaça

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EFÊMERO COMO FUMAÇA Era uma tarde fria de sábado, numa metrópole brasileira qualquer. O labirinto de concreto da cidade suspirava logo abaixo do céu carregado e sem cor, enquanto Felipe acordava vagarosamente em seu quarto, após uma sesta mal dormida. – Ontem, o ministro decretou a prisão do jornalista Dilan dos Santos, por tê-lo difamado em um blog... – A velha TV de tubo estava ligada e um repórter comunicava as últimas notícias. O chiado que provinha do aparelho assemelhava-se ao zumbido de moscas, que revoavam na cabeça do sujeito como um enxame. Mas ele não prestava atenção ao noticiário, cada vez mais absurdo, mas sim no bichinho que crescia em seu estômago. – Que revertério! – Grunhiu, enquanto se remexia inquieto entre as cobertas. Horas antes, almoçara um hambúrguer barato no trailer próximo ao trabalho, alimento que saíra de uma piscina de gordura ancestral. Definitivamente, aquela não havia sido uma boa refeição. Por isso, acendeu um cigarro e pôs-se a fumar no apose...