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O homem, esse desconsiderado

Por Thaís Oyama O governo achou por bem baixar, com o decreto que regulamenta o Marco Civil da Internet, outro decreto para proteger as mulheres da violência digital. Entre outras medidas, ele estabelece que plataformas como Instagram e YouTube têm o dever de remover qualquer “conteúdo íntimo” divulgado sem autorização em até duas horas, a contar da queixa da vítima. O texto deixa claro que a medida se destina exclusivamente às mulheres. O Código Penal já pune a divulgação não consentida de nudez ou sexo, e o Marco Civil já prevê a retirada do material após notificadas os atingidos sem distinguir homens e mulheres. O que o novo decreto acrescenta é a obrigação de retirada expressa desse tipo de material. Mas, ao determinar que as plataformas têm de fazer isso apenas no caso do sexo feminino, cria uma assimetria legal. Mulheres são alvos preferenciais desse tipo de crime, mas é certo e sabido que também homens estão sujeitos a ser lotes e vídeos expostos nas redes, por mulheres ou p...

Mulheres

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Ah, as mulheres. Ao mesmo tempo, tão perfeitas e tão complicadas. A sociedade foi moldada ao redor delas, para desespero das feministas que só sabem vociferar contra o patriarcado. Explico: desde o início dos tempos, a vida na terra organizou-se sob um princípio básico, o da autopreservação, o de garantir a continuidade da espécie. Entre os mamíferos, as fêmeas são as genitoras da existência e, no nosso subconsciente de primatas, todo o bando deve, portanto, protegê-las do mundo. Assim, os machos são descartáveis. Se eles morrerem para protegê-las, sua função restará consumada.  Deste modo, a civilização seguiu. Os machos saíam para a caça, para as guerras. Garantiam a sobrevivência das fêmeas. Tinham que propiciar o ambiente necessário à reprodução e ao desenvolvimento da prole humana, naturalmente indefesa nos seus primeiros anos. Os mais aptos nessa tarefa é que mereciam o amor feminino.  No mundo atual, as coisas ainda são assim. A sociedade produziu obras nunca antes vist...