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O Fim do Brasil

Devo desculpas aos otimistas, mas a chamada do texto é exatamente a forma como eu penso. O espírito de nossa época está carregado de desesperança e por diversas razões. Não vou gastar linhas com palavreado intelectual; basta dizer que a percepção comum é a de que caminhamos para o caos. O Ocidente está perdendo suas bases estruturais. As pessoas ressentem-se a todo momento. As redes (anti)sociais inflam os ânimos. No Brasil, isso se torna verdade quando se acompanha o noticiário político. Pode-se culpar quem quer que seja. Pode-se esbravejar contra seus adversários, contra a outra bolha da qual você não faz parte. Nada disso lhe ajudará enquanto pessoa nem ajudará a comunidade no todo. Somente aqueles que conseguem se situar acima dessas paixões entendem o verdadeiro desespero: um país que cambaleia para o abismo. O ódio brota a cada esquina. O diálogo se mostra inviável. No cenário mais amplo, questões importantes são deixadas de lado pelo apego ao poder, à vingança, à ideologia cega...

Castelo de cartas

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Alguma vez você já parou para se perguntar como é que a humanidade deu certo? Que raios aconteceu nos últimos milhões de anos para que criássemos isso que chamamos de sociedade? O mundo estava muito bem sem nós, obrigado. Sem mais nem menos, um bando de primatas com cérebros hiperdesenvolvidos começa a andar nas duas pernas, fabricar lanças, cozinhar, falar, inventar histórias por aí... Voilà! Temos uma sociedade: uma multidão indistinta, constituída de seres semelhantes na constituição física, mas que pensam radicalmente diferente entre si. Mesmo assim, conseguem se reunir e cooperar em torno de coisas que só existem dentro de suas respectivas cabeças. Com o passar do tempo, criaram um castelo de cartas imaginário, o qual ainda se mantém de pé, apesar de tudo. Até onde ele pode se sustentar?