Debate entre Flávio e Lula: dois símios jogando excrementos um no outro
Em meio à névoa excrementícia que a todos envolva, pôde-se entrever que, com Lula, insistiremos no mesmo erro; com Flávio, mudaremos de erro Por Mário Sabino O debate entre Flávio Bolsonaro e Lula, promovido pela Band, foi o ponto mais baixo e previsível não somente de uma campanha de nível abissal, mas de uma evolução de matriz darwiniana. Evolução reversa. Desde o advento da Nova República, a democracia brasileira vem selecionando os piores para o exercício da atividade política — no caráter, nas ideias, no preparo intelectual, na expressão verbal, nos horizontes para além das fronteiras da mediocridade. A única exceção espantosa, que sublinha ainda mais o desastre geral, ficou a cargo de FHC e de uma dezena de nomes que compunham o seu séquito. A esquerda, sempre na vanguarda do atraso, selecionou o seu pior logo no início: Lula. A direita, por sua vez, demorou quase três décadas a mais para fazê-lo, e eis aí os Bolsonaro. É o que temos para hoje; é o que teremos para amanhã, e o co...