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Mulheres

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Ah, as mulheres. Ao mesmo tempo, tão perfeitas e tão complicadas. A sociedade foi moldada ao redor delas, para desespero das feministas que só sabem vociferar contra o patriarcado. Explico: desde o início dos tempos, a vida na terra organizou-se sob um princípio básico, o da autopreservação, o de garantir a continuidade da espécie. Entre os mamíferos, as fêmeas são as genitoras da existência e, no nosso subconsciente de primatas, todo o bando deve, portanto, protegê-las do mundo. Assim, os machos são descartáveis. Se eles morrerem para protegê-las, sua função restará consumada.  Deste modo, a civilização seguiu. Os machos saíam para a caça, para as guerras. Garantiam a sobrevivência das fêmeas. Tinham que propiciar o ambiente necessário à reprodução e ao desenvolvimento da prole humana, naturalmente indefesa nos seus primeiros anos. Os mais aptos nessa tarefa é que mereciam o amor feminino.  No mundo atual, as coisas ainda são assim. A sociedade produziu obras nunca antes vist...

Mimados

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A geração mais jovem dos países ocidentais possivelmente é a mais mimada da história. Uma geração inteira que nasceu e cresceu num mundo de abundância material e de relativa paz. Fome, guerras, doenças, enfim, vários episódios que provocaram a morte de muitos no passado foram aparentemente superados, como se o mundo atual houvesse se tornado outro, alheio a todos os dramas humanos. E, como crianças mal-criadas, os jovens de hoje optaram por desprezar as lições dos antepassados. Tomaram o presente como injusto. Julgam-se melhores e moralmente superiores. Deleitam-se com a vaidade e com os prazeres. No fim, quando contestados, agarram-se a soluções fantasiosas, gritam, esperneiam, recorrem aos antidepressivos.  Mimados. Incapazes de lidar com frustrações. Reagem agressivamente a qualquer dificuldade.  Então, veio a pandemia.  Esta negou a "busca pela felicidade" a muitos. Trouxe limites. Os pais desta geração, que não conseguiram educá-la corretamente, deixaram a tarefa ao ...

Descartáveis

Somos todos descartáveis? A sociedade atual quer sempre mais, mais e mais. O consumismo impera, de forma que até os seres humanos tornam-se bens de consumo. Das modelos novas em roupas caras aos trabalhadores braçais, todos não passam de mercadorias.  Até os relacionamentos: não está satisfeito com o seu atual? Ele está aquém das suas elevadas expectativas? Basta procurar outro no mercado! E assim se procede, não importa a sua posição, gênero, classe, idade... Todos são descartáveis. 

Carta aos enclausurados

Tenho um recado a todos os enclausurados nesta crise. É simples e direto: não saiam de casa.  Quem tiver o privilégio de ficar somente em casa, fique. É difícil apartar-nos de quem amamos. É difícil viver uma vida de isolamento. As oportunidades diminuem. Os conflitos se agravam. Contudo, não sejamos estúpidos e egoístas: toda vez que entramos em contato com outrem, corremos o risco de levar a peste para dentro do próprio lar. Gostariam que seus entes queridos contraíssem a moléstia? Imagino que não. Lembrem-se da responsabilidade para com quem nos é importante. Sejamos menos egoístas. Nossa carência não é relevante. Nossa obtusidade é o mal do mundo. Ninguém se importa com nossos sentimentos. Ninguém dá a mínima. Mas podemos utilizá-los para proteger quem amamos. Pensem nisso. Pensem nos corpos acumulados na porta de cada hospital. Pensem, por um segundo, que poderiam ser um de vocês... ou alguém que amam.  Imaginem a cena, na podridão da sua alma. Humilh...

Sacrifício

"Nem todos os sacrifícios têm a mesma qualidade. Além do mais, geralmente parece que sacrifícios de qualidade aparentemente maior não são recompensados com um futuro melhor - e não fica claro o porquê". Jordan B. Peterson

A insignificância do homem

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Hoje faz um dia cinza. A rua está deserta. As praças, fechadas. As pessoas têm medo. Mas tenhamos fé: a situação há de melhorar!  Resgatei esta foto das brumas do tempo (ajudado pelo Google). No primeiro plano, a Paróquia de Nsa. Sra. de Fátima (Igreja da Assembleia). Ao fundo, as luzes da cidade acenam para o céu decorado com a lua crescente em conjunção com Vênus.  Um lampejo para nos relembrar o quanto somos minúsculos, não temos poder sobre nada e todos os nossos dramas equiparam-se à agonia de insetos. No entanto, o tempo continua sua caminhada implacável, atropelando as preocupações humanas. Paciência, pois nada perdura para sempre.

A estratégia de Jair Bolsonaro

Chegou-se à derradeira provação da República. O sistema político cunhado em 1988 terá, na crise que ora se passa, o seu maior teste. O presidente, sempre com sua estratégia beligerante, está isolado. O diálogo com o Congresso foi perdido. Setores da classe média, os quais só votaram em Bolsonaro por aversão à esquerda radical, ressentiram-se de sua patética condução da crise e do escárnio em relação ao vírus. Inúmeras vidas estão em jogo e o pânico assoma.  Diante disso, o mandatário da cadeira mais importante da República proclamou, em rede nacional, discurso virulento e recriminatório que chocou muita gente. Os gritos de irresponsável e psicopata emanaram das janelas e dos celulares. No entanto, engana-se quem acredita na sua queda imediata. Bolsonaro tem mais cartas na manga que os incautos podem imaginar. Na verdade, sua aposta foi alta e ele pode sair da crise mais forte ainda. Surpreso? Então, entenda: o Brasil não tem condições de sustentar um lockdown de gr...