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Proibido

Arthur do Val, o "Mamãe, Caguei", disse algumas lorotas recentemente. É claro que ele foi execrado. A sociedade hoje tem ojeriza a certos temas. Por exemplo, o que há algum tempo atrás seria desprezado como "conversa de homem", hoje é considerado "discurso sexista". Um brasileiro ficar embasbacado com as mulheres europeias é tido como algo proibido. Tá certo que ele foi burro: 1) para que fazer essa viagem sem pé nem cabeça?; 2) uma pessoa pública, hoje, não pode usar meios de comunicação sem alguma vigilância e deve escolher bem as palavras, inclusive no privado, pois o risco de sabotagem é grande; 3) depois que a merda já estava feita, ele se acovardou. Afinal, o áudio claramente foi tirado de contexto: não se sabe ao certo se ele estava se referindo às europeias que passaram por ele durante a viagem ou às ucranianas da fronteira.  De todo modo, ele disse algumas verdades. As mulheres brasileiras, atualmente, estão se achando pra cacete. Qualquer meia bo...

Quando a Terra ficou azul

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Por Fabrício Caxito As primeiras fotos da exploração espacial imortalizaram a Terra como uma bola de gude azul. Um extraterrestre que dela se aproximasse no passado distante, porém, não veria os mares azulados cobertos por nuvens brancas. Nosso planeta tem cerca de 4,5 bilhões de anos, e hoje sabemos que ele sempre esteve em contínua mudança, os elementos químicos em permanente troca entre a biosfera, a atmosfera, a litosfera e a hidrosfera, e os processos tectônicos alterando o tempo todo sua fisionomia. Como teria sido a Terra? Por quase metade de sua vida, durante o Hadeano e Arqueano, a atmosfera terrestre era bem diferente da atual. O oxigênio era praticamente inexistente, como atestam minerais em rochas sedimentares mais velhas do que 2,5 bilhões de anos que não são estáveis na presença deste elemento. Hoje nossa atmosfera tem cerca de 21% de oxigênio. Sem isso, não estaríamos aqui. De onde ele teria surgido? Evidências fossilíferas e moleculares sugerem que entre 3,5 e 2,5 bilhõ...

Ação e reação

Por Maurício Loup Nada fica impune. A Ucrânia, cansada dos políticos (o que é compreensível), votou no Danilo Gentili deles. Sim, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, é um humorista famoso que protagonizou uma série de TV onde um professor, acidentalmente, se tornava presidente do país. A vida imita a arte? Não. A vida quase sempre imita um enlatado americano feito para TV. Hoje os ucranianos se perguntam em uníssono: o stand up vai suportar a pressão da Rússia? Por outro lado a América, cada vez mais infantilizada e frágil, escolheu como presidente um idoso já quase senil e que já possui um dos piores índices de aprovação da história do país, isto porque o sujeito está apenas há um ano no cargo, porém o estrago, mesmo no curto espaço de tempo, é gritante. É isto que ocorre quando a população eleva Lady Gaga, Tom Hanks, Eddie Vedder, e outros imbecis, ao nível de influenciadores sobre geopolítica. A América hoje está mais preocupada em cumprir a agenda do progressismo, colocand...

Cadáveres

Estão devidamente posicionados na lata de lixo da minha vida:  os doutores, as excelências e os pronomes de tratamento de modo geral; a afetação ridícula dos corredores dos fóruns, incluídos aí os ternos cafonas; a verborragia vomitada em petições e sentenças; as autoridades, os burocratas - os vermes que parasitam a sociedade; os concurseiros e bitolados, toxicomaníacos de ritalina em sua maioria; os acadêmicos de direito semianalfabetos e seus mestres em papelocracia; as dissertações e teses que se amontoam em cantos imundos das bibliotecas; os títulos e artigos extraídos do reto docente; o ritual de pose, vaidade e falsidade dos recém-formados; a oab - organização dos antílopes babuínos, em minúsculo mesmo; Moscas voam sobre esses corpos putrefatos. E a vala não para de aumentar... 

Hipocrisia

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Sou a favor da liberdade de expressão irrestrita - segundo Popper, a sociedade aberta admite quaisquer ideias e nenhuma delas deve ser reprimida. Por outro lado, a liberdade de associação em prol de determinadas ideologias deve ser combatida, pois ultrapassa o plano discursivo. E isso deveria valer para todos.  Ocorre que não é bem assim na prática. O comunismo, por exemplo, é aceito - por vezes, idolatrado - e possui aparato institucional. Seu primo pós-modernista também. Na polêmica toda do tal do Monark, não faltou comunista e afins indo às redes sociais para executar o cara, mas sem o menor pudor de suscitar Stalin. Veja o Twitter da Jandira Feghali, do Jones Manoel e outros.  A manifestação deles não é recriminada, pelo contrário, endossada. O que leva a crer que a nossa sociedade já inverteu tanto os valores, é tão hipócrita, que não será surpresa se, no futuro próximo, defenderem o genocídio de um grupo de pessoas para fins de justiça social - o fato ainda será festejad...

Direito de expressão

Por João Luiz Mauad Há seis anos, escrevi um artigo para 'O Globo' em que defendi a livre edição do livro 'Me!n K4mpf', que havia sido então censurado por um juiz do Estado do Rio de Janeiro.  Ainda que eu não tivesse a exposição de um Monark ou do deputado Kataguiri, o artigo gerou alguma polêmica na época e, não por acaso, fui acusado, pelos oportunistas de sempre, de defender ideias naz!stas, mesmo que eu nunca tenha defendido tal coisa na vida (aliás, nada muito diferente de me chamarem hoje em dia de antiv4cinas, quando eu me insurjo contra o famigerado passaporte v4cinal). Felizmente, eu não tinha emprego, patrocínios ou eleitores para perder. Sempre defendi a liberdade de expressão com base no princípio de que as más ideias devem ter espaço para que possam ser combatidas abertamente, sem deixá-las germinar no submundo por falta de contraditório. Nada muito diferente do que defendeu o deputado Kim Kataguiri, com quem eu tenho várias divergências, mas que, neste ca...

Seitas

Defender a diversidade ou os dogmas identitários? Por Leandro Narloch Discriminação e desigualdade racial e de gênero são problemas complexos. Por "complexos", entende-se que têm causas de difícil diagnóstico e que as propostas para solucioná-los ainda estão em debate. Infelizmente não sabemos muito bem quais ações funcionam, se pioram o problema em vez de resolvê-lo, ou quais têm custo de oportunidade maior que o benefício. Tamanha dificuldade exige que a roda de conjecturas e refutações da ciência funcionem. Hipóteses das mais diversas precisam ser apresentadas, testadas e discutidas. A imprensa ajuda, se comunicar essas dúvidas e complexidade ao leitor, de modo que a sociedade consiga selecionar os melhores diagnósticos e propostas. No entanto boa parte dos acadêmicos, ativistas e jornalistas que tratam do tema se comporta como se estivessem diante de problemas simples com soluções conhecidas. Tão certos de que estão certos, não se interessam por abordagens diferentes e mu...