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Retrato político

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  (PLUCKROSE, LINDSAY, 2021).

A greve dos homens

Há aqueles homens do século passado, que se entendem como "machos". Acreditam que um homem deve se portar como tal: indiferente, dominante, agressivo, provedor. De sua parte, existem mulheres que acreditam em tal modelo masculino e fomentam o estereótipo. Essa é uma parcela da humanidade que está diminuindo.  Há o homem do Século XXI. Alguns dizem que são frágeis e inseguros. Outros, que há uma desconstrução da masculinidade. Não importa. O homem deste século é diferente. Boa parte deles não quer mais se relacionar com mulheres - ou se voltam ao homossexualismo, ou ao ostracismo esclarecido. Fato é que não mais se identificam com o modelo antigo, além do que a própria sociedade os reprime. Assim, desistem de ocupar os papeis de pais, maridos, companheiros ou até mesmo de colegas e empregadores.  É a greve dos homens, motivada, mais recentemente, pela filosofia proibida.  Por que se submeter a uma ordem social que nos escraviza? 

Sociedade

Em virtude do decréscimo civilizacional que temos hoje no Ocidente, dominado por esse humanismo secular que só corrompe as pessoas e o tecido social, é melhor olhar para dentro de si e dizer: foda-se!

Coletividade forçada

Fazer suposições sobre uma pessoa com base nas características de seu grupo é insultuoso, além de factualmente arriscado, pois isso subtrai a sua individualidade. Nós mesmos não presumimos que nossas crenças e hábitos sejam ditados pelo grupo a que pertencemos. Fazer essa ilação em relação a outros é humilhante. Cada um de nós é afetado por uma miríade de aspectos relacionados ao ambiente em que crescemos e fomos criados e à nossa cultura e identidade de grupo, mas não de forma individualmente previsível. (Fisher, Ury e Patton, 2014, p. 162). 

Sobre emancipação e justiça social

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  (Roger Scruton, 2018)

Será?

Tire suas mãos de mim Eu não pertenço a você Não é me dominando assim Que você vai me entender Eu posso estar sozinho Mas eu sei muito bem aonde estou Você pode até duvidar Acho que isso não é amor Renato Russo 

Narcisismo

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O mito de Narciso nasceu na antiguidade clássica e conta a história de um rapaz que, de tão belo, apaixonou-se por si mesmo, indiferente aos amores externos. Ficou a admirar seu reflexo nas águas até morrer. Mais tarde, tal mito deu nome a um transtorno de personalidade: o narcisismo.  Viver com um narcisista é uma experiência nefasta. Não há reciprocidade, somente sujeição ao seu arbítrio. Camuflando sua insegurança interior por meio da arrogância, do controle e do desdém, o narcisista é quase um psicopata, pois, assim como este último, não possui empatia, exceto quando há um ganho pessoal envolvido. Acredita que a vida é um jogo de dominância e, por isso, tentará te rebaixar de toda maneira, até vê-lo como um ser insignificante. É a forma que encontra para afirmar-se como superior. Não importam as emoções e necessidades dos outros, mas somente as dele.  O remédio está apenas no interior daquele que é afetado pelo Narciso, pois este talvez nunca mudará sua essência quebrada. ...